Se você pensa no ovo só como "fonte de proteína", está deixando passar boa parte da história.

Comece pela leucina: esse aminoácido é o principal ativador da síntese proteica muscular, funcionando quase como um "sinal de partida" para o corpo construir músculo depois do treino. O ovo é uma das fontes mais ricas dela — e essa leucina está especialmente concentrada na clara, graças à ovoalbumina, sua proteína mais abundante.

E cada proteína do ovo tem uma função própria:

Na clara:

🔹 Ovoalbumina — a mais abundante, principal responsável pelo valor proteico da clara (e pela concentração de leucina)

🔹 Ovotransferrina — tem ação de transporte de ferro e propriedade antimicrobiana

🔹 Ovomucoide — atua na estrutura da clara e tem ação inibidora de enzimas

🔹 Lisozima — proteína com ação antibacteriana natural

Na gema:

🔸 Fosvitina — se liga a minerais como ferro, ajudando no transporte e armazenamento

🔸 Livetinas — fração proteica solúvel, associada a propriedades funcionais e imunológicas

🔸 Lipoproteínas — carregam a maior parte da gordura da gema, incluindo colesterol e fosfolipídios

E não para por aí: o ovo também entrega colina (essencial para função cerebral e hepática), vitaminas A, D, E e K, além de ferro, zinco e antioxidantes como luteína e zeaxantina, importantes para a saúde ocular.

Na prática: um ovo médio (50g) fornece cerca de 6 a 7g de proteína de altíssimo valor biológico.