A ferritina é um marcador dos estoques de ferro, mas também aumenta em situações de inflamação e infecção, além de poder se elevar em algumas doenças do fígado e outras condições. Por isso, ferritina alta não deve ser interpretada isoladamente como “excesso de ferro”.

E existe um detalhe importante: a inflamação pode elevar a ferritina e dificultar a identificação de uma deficiência de ferro. Por isso, a avaliação pode considerar outros exames, como a saturação da transferrina, além do contexto clínico.

Ou seja: olhar apenas para o número da ferritina pode levar a conclusões erradas.

Antes de pensar em suplementar ferro, retirar alimentos ou concluir que “está tudo bem”, é importante investigar o motivo daquele resultado.

Seu exame traz pistas. A interpretação vem do conjunto. 🌿

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Referência: OMS. WHO guideline on use of ferritin concentrations to assess iron status.